Gestão de TI para PMEs

TI interna ou terceirizada: comparativo real de custos para PMEs

Comparação prática de custos entre TI interna e terceirizada para PMEs, incluindo encargos, férias, treinamento e cobertura de ausências — com cenários em que cada modelo faz mais sentido.

Por Go Desc· · 7 min de leitura

TI interna ou terceirizada: qual custa menos para PMEs?

TI terceirizada costuma custar menos para a maioria das PMEs porque transforma um pacote de custos fixos e difíceis de prever (salário, encargos, férias, treinamento e ausência) em uma mensalidade por usuário — mas a TI interna pode ganhar quando há alta complexidade e demanda contínua que justifica uma pessoa dedicada.

A comparação de custo real raramente é “salário vs. mensalidade”. O que pesa no orçamento é o conjunto: encargos, férias e 13º, recrutamento, treinamento, rotatividade, ferramentas, e principalmente a cobertura quando a pessoa está ausente. Abaixo está um comparativo lado a lado, com uma forma prática de calcular.

O que entra no custo real de TI interna (e por que muita empresa subestima)

Em PMEs, o “profissional de TI” quase sempre vira um cargo híbrido: suporte ao usuário, compras, inventário, impressora, rede, backup, antivírus, e ainda “dar um jeito” em sistemas. Para fazer conta justa, vale listar tudo o que aparece — e o que não aparece — no DRE.

Componentes típicos do custo interno

  • Salário mensal (CLT ou equivalente)
  • Encargos e benefícios (INSS patronal, FGTS, vale-transporte/vale-refeição quando aplicável etc.)
  • 13º e férias + 1/3 (custo anual diluído)
  • Recrutamento/seleção (tempo de gestão + custos de contratação)
  • Treinamento e atualização (cursos, certificações, tempo improdutivo)
  • Ferramentas de trabalho (notebook, licenças, acesso remoto, antivírus/EDR, backup, monitoramento; muitas vezes ficam “escondidos” em outras rubricas)
  • Cobertura de ausência (férias, atestados, demissão, desligamento e período de substituição)

O ponto crítico para PMEs é o último item: ausência. Uma pessoa só não cobre tudo o tempo todo. Quando o time depende de um único profissional, a empresa fica vulnerável a atrasos, acúmulo de chamados, e decisões feitas “no improviso” para apagar incêndio.

O que entra no custo de TI terceirizada (para comparar do jeito certo)

TI terceirizada (MSP) normalmente é cobrada por usuário/mês, o que aproxima o custo da realidade do negócio: quanto mais gente usando TI, mais suporte é necessário.

Para comparação honesta, vale olhar:

  • Mensalidade por usuário
  • O que está incluso por usuário (e-mail, backup, antivírus/EDR, telefonia, armazenamento etc.)
  • Escopo do atendimento (remoto, presencial, ambos; cobertura em férias/ausências por ser time)
  • Custos “por fora” (projetos, upgrades, ferramentas adicionais)

Na Go Desc, por exemplo, os planos são:

  • Remoto Ilimitado: R$ 59 por usuário/mês
  • Remoto e Presencial Ilimitado: R$ 99 por usuário/mês

Em ambos, há chamados ilimitados e, por usuário, incluem DescMail (5 GB), DescDrive (1 GB), DescBackup (5 GB), 1 ramal DescVoip e antivírus gerenciado (EDR). Atendimento remoto em todo o Brasil; presencial a partir de São Caetano do Sul, Alphaville/Barueri e Indaiatuba (SP). Implantação gratuita, 30 dias de garantia e sem fidelidade.

Tabela lado a lado: TI interna vs. TI terceirizada (modelo de custo)

A tabela abaixo não “chuta” salários nem percentuais. Em vez disso, traz um modelo de cálculo para a PME colocar seus próprios números e comparar com a mensalidade por usuário.

Como usar: preencha os valores anuais da TI interna, some tudo e divida por (número de usuários × 12). O resultado é o custo interno por usuário/mês.

Item de custoTI interna (como calcular)TI terceirizada (como aparece)
Salário baseSalário mensal × 12Não se aplica
Encargos/benefíciosSome o total anual real (folha + benefícios)Não se aplica
13º + férias + 1/3Some o total anual real (ou provisão anual)Já está embutido na mensalidade
Treinamento/atualizaçãoCursos + certificações + horas improdutivas (estimadas)Embutido (time se atualiza para atender)
Ferramentas de TILicenças, antivírus, acesso remoto, backup, monitoramento etc.Muitas vezes incluso no pacote; validar escopo
Recrutamento/rotatividadeCustos de contratação + meses de ramp-upNão se aplica (troca interna do fornecedor não para o atendimento)
Cobertura de ausênciaCusto de substituição temporária + risco/atrasosTime cobre férias/ausências
Gestão e cobrançaTempo do gestor para priorizar, aprovar, acompanharReduz (mas ainda existe gestão de fornecedor)
Total anualSome tudoUsuários × 12 × (R$ 59 ou R$ 99)
Custo por usuário/mêsTotal anual ÷ (usuários × 12)R$ 59 ou R$ 99 por usuário/mês

Exemplo de fórmula pronta (para planilha)

  • Custo interno por usuário/mês = (Salários + Encargos/Benefícios + 13º + Férias + Treinamento + Ferramentas + Recrutamento + Cobertura) ÷ (Usuários × 12)

A comparação fica objetiva: se o custo interno por usuário/mês for maior que a mensalidade (e o escopo for equivalente), terceirizar tende a ser mais econômico.

Onde a comparação costuma virar o jogo (para mais ou para menos)

Nem toda PME tem o mesmo perfil. O custo “real” depende de como a TI é usada e do nível de exigência.

Fatores que encarecem a TI interna

  1. Equipe de 1 pessoa para tudo: quando o volume cresce, a solução vira contratar mais alguém — e a conta muda de patamar.
  2. Ambiente híbrido e descentralizado: filiais, home office, notebook para todo mundo, muita senha e acesso.
  3. Exigência de segurança: EDR, backup bem feito, política de acesso, resposta a incidente. Se a empresa tenta fazer isso “com o que dá”, o risco aumenta.
  4. Rotatividade: cada troca de profissional pode significar semanas de adaptação e documentação insuficiente.

Fatores que encarecem a TI terceirizada

  1. Ambiente fora de padrão: muitos sistemas legados, integrações antigas, servidores muito customizados.
  2. Demanda presencial alta e constante: se a empresa precisa de alguém no local todos os dias, o modelo por usuário pode não ser o mais adequado.
  3. Projetos grandes recorrentes: migrações complexas, reestruturação de rede frequente, implantação contínua de novos sistemas — normalmente são escopos de projeto.

Quando a TI interna ganha (de forma honesta)

TI interna pode ser melhor — e às vezes mais barata no resultado final — quando a empresa tem trabalho contínuo e específico que justifica dedicação diária.

Cenários em que faz sentido manter TI interna

  • Operação com sistemas muito específicos (ex.: software industrial, integrações próprias, automações internas) exigindo alguém mergulhado no processo.
  • Rotina intensa de mudanças: novos usuários e máquinas toda semana, layout mudando sempre, várias áreas exigindo prioridade presencial.
  • Necessidade de governança interna forte: quando a TI faz parte do produto/serviço da empresa e precisa estar no centro das decisões.

Mesmo nesses casos, é comum um modelo híbrido funcionar melhor: TI interna cuidando do core e um MSP cobrindo suporte, segurança, backup, ferramentas e contingência.

Quando a TI terceirizada ganha (o cenário mais comum em PMEs)

Para a maioria das PMEs, o que existe é uma combinação de:

  • suporte ao usuário (senhas, e-mail, computador, impressora)
  • segurança básica bem feita (EDR, backup, boas práticas)
  • padronização (contas, permissões, inventário)
  • previsibilidade financeira

Nesse perfil, a terceirização tende a ganhar por três motivos práticos:

  1. Cobertura de ausência por equipe: férias e afastamentos não param o atendimento.
  2. Escopo por usuário: custo acompanha crescimento (sem sustos de contratação).
  3. Pacote de itens que a PME teria que comprar separado: e-mail, backup, antivírus/EDR, armazenamento e telefonia por ramal, quando inclusos.

Comparando “mensalidade por usuário” com “um profissional interno”: como decidir sem achismo

Uma decisão segura costuma passar por 4 perguntas objetivas:

1) Quantos usuários precisam de suporte de verdade?

Conte quem abre chamado e depende de e-mail, arquivos, backup e proteção (na prática: quase todos que usam computador corporativo).

2) Qual é o custo interno por usuário/mês na sua realidade?

Use a fórmula da tabela. Se faltar algum dado, a recomendação é puxar do financeiro (folha, benefícios, cursos, compras de TI).

3) O escopo é equivalente?

Compare itens que costumam ficar “soltos”:

  • antivírus/EDR é gerenciado?
  • backup é monitorado e testado?
  • e-mail corporativo está incluso?
  • há armazenamento e ramal?

4) Qual o risco aceitável de ficar sem cobertura?

Em TI interna com 1 pessoa, o risco de gargalo é estrutural. Em terceirização, a qualidade depende do fornecedor e do escopo contratado.

Um caminho prático: terceirizar para padronizar e manter alguém interno para o específico

Se a PME tem necessidades muito particulares, mas não quer perder previsibilidade de custo e cobertura, o desenho híbrido costuma ser o mais eficiente:

  • MSP: suporte ao usuário, segurança (EDR), backup, e-mail, rotina de acessos e padronização.
  • TI interna: demandas do sistema principal, melhorias contínuas e interface com as áreas.

Isso reduz o risco de “TI virar pessoa” (tudo depender de um único profissional) e evita que tarefas de rotina consumam o tempo de quem deveria estar focado no que é estratégico para o negócio.

Fechamento: faça a conta por usuário e compare com transparência

O comparativo real entre TI interna ou terceirizada fica claro quando a conta inclui salário, encargos, férias/13º, treinamento e a cobertura de ausência — e quando a mensalidade por usuário é comparada com escopo equivalente.

Para montar uma simulação simples com base no número de usuários e no modelo de atendimento (remoto ou remoto + presencial), o próximo passo é montar o plano em: https://www.godesc.com.br/#monte-seu-plano

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